Desde o início da noite do último sábado (28/08) uma onda de áudios recheou os grupos de WhatsApp de Pimenteiras (PI) e de cidades da microrregião valenciana. Nas redes sociais, mensagens e post’s se referiam ao mesmo fato trazendo um misto de espanto, dúvidas e relatos, em sua maioria, coerentes entre si.

O fato relatado dá conta de um ocorrido observado por moradores da cidade de Pimenteiras, localidades rurais do município e, ainda, em cidades do Vale do Sambito, a exemplo de Valença do Piauí e Lagoa do Sítio.

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Segundo os relatos, um pouco antes das 19h do último sábado moradores viram uma espécie de clarão envolvendo o céu seguido de um grande estrondo. Devido à rapidez do incidente, ninguém conseguiu registrar em fotos ou vídeos o momento exato do ocorrido. No entanto, pouco tempo depois, as redes sociais e os grupos de aplicativos estavam repletos de imagens e vídeos encontrados na internet e compartilhados como se fossem do fenômeno relatado. Ainda na manhã deste domingo, os comentários e discussões sobre o assunto permeavam nas “rodas de conversas” virtuais.

Relatos de internautas nas redes sociais

Diante da repercussão do fato, o Mestiço News foi atrás de explicações que pudessem dizer o que teria ocorrido no início da noite de ontem. Conversamos com o professor de Biologia e estudioso de assuntos espaciais, o pimenteirense Antônio Paulo Dantas, que nos relatou que a provável causa do clarão e do barulho relatado pela população é algo que não é rotineiro, mas que é bastante comum.

Antônio Paulo Dantas, professor de Biologia e estudioso de assuntos espaciais – (Foto: Arquivo pessoal)

O professor disse que há, pelo menos, duas razões que podem explicar o evento observado pela população pimenteirense ontem. A primeira, é que pode ter sido a queda de um meteoro ou bólido (quando a luz emitida for mais brilhante que o planeta Vênus); a segunda, indicaria a queda de lixo espacial na atmosfera terrestre.

Na imagem, flash de meteoro visto no litoral Sul da Bahia em julho de 2021 e registrado pelo Satélite GOES-16. (Fonte: RAMMB/NASA)

“Geralmente, vemos aquilo que a população chama de estrela cadente. O que, nada mais é do que um meteoro caindo e explodindo ao tocar a pressão da camada atmosférica. Na maioria das vezes, a queda de meteoros pode ser silenciosa, porém, há casos que, ao tocar a superfície da atmosfera terrestre eles explodem. É o que causa o barulho. Além disso, tem o lixo espacial. Desde 1957 o homem coloca objetos no espaço como: satélites de telecomunicações, satélites espiões dos exércitos das grandes potências econômicas, dentre outros. Ao perder a validade, esses objetos ficam em órbita ao redor do nosso planeta. Em consequência disso, seus restos (ou sucatas) podem entrar em nossa atmosfera e causar o que foi visto em Pimenteiras e em outros locais da região. O fato de muitas pessoas terem visto em diversos lugares diferentes pode se explicar devido à extensão do objeto e à altitude de onde, provavelmente, ele caiu”, explica o professor.

Após breve pesquisa, conseguimos trazer para os nossos leitores os conceitos abaixo que corroboram com a fala do professor Antônio Paulo.

O que é um meteoro?

O meteoro é um fenômeno luminoso que é gerado quando um fragmento de rocha espacial atinge a atmosfera em alta velocidade, aquecendo e ionizando o gás atmosférico à sua volta. Na maioria dos casos, o calor gerado é tão alto que vaporiza completamente a rocha. Dependendo do tamanho, da velocidade e da composição dessa rocha, o meteoro pode terminar de forma explosiva, e se for mais brilhante que o planeta Vênus, também pode ser chamado de bólido.

O que é lixo espacial?

Lixo espacial é qualquer objeto lançado no espaço orbital da Terra que não tenha mais utilidade, tais como satélites desativados, fragmentos de satélite ou de foguetes, e até mesmo instrumentos e ferramentas perdidos por astronautas durante missões espaciais.

O lixo espacial representa mais perigo para satélites ativos e naves espaciais tripuladas no espaço (e futuras expedições espaciais) do que propriamente aos habitantes da Terra, pois, ao entrar em contato com a atmosfera, grande parte dos destroços é queimada e destruída. Os que conseguem atravessar essa barreira geralmente caem nos oceanos, já que estes representam 75% do volume do planeta.

Fonte: Mestiço News
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