Segundo o delegado Odilo Sena, os golpistas se passam por adolescentes, usando fotos colhidas pela internet, para seduzir e extorquir homens depois, sob a ameaça de que irão denunciá-los à Polícia

Golpes pela internet — Foto: Christian Wentz/G1

O delegado Odilo Sena, da Polícia Civil do Piauí, publicou um alerta para um tipo de golpe em que criminosos se passam por garotas adolescentes, ludibriam homens em uma falsa paquera para, em seguida, extorqui-los.

Segundo o delegado, o método, apelidado de “golpe da novinha”, acontece da seguinte forma: os golpistas entram em contato com as vítimas se passando por adolescentes, usando fotos colhidas pela internet. A conversa evolui para uma paquera, com troca de fotos e vídeos íntimos.

Em seguida, os golpistas entram em contato com a vítima por outro telefone. Dessa vez, eles se passam pelo “pai” da adolescente ou por um delegado de polícia e afirmam que irão denunciar o homem por aliciamento de menores.

“A vítima, nessa hora, entra em desespero. É aí que os golpistas fazem a extorsão: dizem que podem deixar a denúncia de lado mediante um pagamento. Muitas pessoas já caíram nesse golpe”, contou o delegado.

Segundo ele, por medo de ter de fato cometido um crime, parte das vítimas não chega a procurar a Polícia Civil para denunciar.

“Apesar de ser algo imoral, apesar de haver a intenção, como na verdade não há uma adolescente, essa pessoa não cometeu o crime. Mesmo assim, muitos chegam falando que o fato aconteceu com ‘um amigo’ ou ‘parente’”, comentou o delegado.

Há ainda golpistas que se passam por mulheres maiores de idade e ameaçam expor as conversas e fotos íntimas enviadas pelas vítimas para a família ou mesmo nas redes sociais.

O delegado afirmou que os estelionatários são pessoas que moram em outros estados, o que dificulta o avanço das investigações. “Como é quase impossível chegar até essas pessoas, nosso alerta é para prevenir esses casos”, disse.

Além disso, é importante destacar, esse tipo de “conversa” com menores de idade pode configurar crimes de aliciamento de menores ou armazenamento de pornografia infantil, caso haja troca de imagens íntimas de crianças e adolescentes.

Fonte: G1 | PI
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